O Brasil está descobrindo os espumantes. Até agora consumidos pelas classes de maior poder aquisitivo, a bebida já começa a fazer parte do dia-a-dia das classes de menor renda. Cara e pouco difundida há alguns anos, a bebida se restringia apenas ao ponto alto das festas. Antes chamada de champanhe- até que os franceses proibiram o uso do termo-, uma garrafa era suficiente para o brinde dos noivos e alguns parentes nos casamentos.
No Réveillon, o champanhe significava apenas um momento de interrupção da bebida que estava sendo servida. Mas neste final de ano o "estouro" das garrafas vai ser ouvido em muito mais casas do que antes. Há cinco anos, o Brasil consumia 6,6 milhões de litros. Em 2007, atingiu 14 milhões.
Embora seja produzida desde 1915 no Brasil, só agora aumenta o consumo de espumantes -alta de 20% ao ano. Segundo as principais empresas do setor, o país conseguirá maturidade quando chegar a 50 milhões de litros por ano. Mas essa evolução rápida do consumo começa a atrair empresas sem o perfil adequado para a produção, inclusive com o uso de uvas inadequadas para se produzir um espumante de maior qualidade.
Em vista desse desvio dos padrões atuais de produção, o setor se prepara para fazer uma rastreabilidade da bebida, concedendo um selo de qualidade às empresas que utilizarem uvas e processos adequados.
A história do mundo em 2 minutos
Há 12 anos

Nenhum comentário:
Postar um comentário